terça-feira, 27 de abril de 2021

 

Como plantar espinheira-santa

Uma das plantas medicinais mais produzidas, é adequada para sistemas agroflorestais e também para paisagismo em diversos ambientes

4 min de leitura
  • João Mathias | Consultora: Maria Cláudia Silva Garcia Blanco*
Atualizado em
como_plantar_espinheira_santa (Foto:  )

A combinação dos espinhos que despontam nas bordas das folhas com os benefícios que estas oferecem à saúde inspirou o nome da planta. Conhecida por espinheira-santa (Maytenus ilicifolia Reiss), a espécie perene e de porte arbóreo-arbustivo tem uso anti-inflamatório e no combate a problemas estomacais. Seu cultivo é considerado ótimo para fins econômicos e adequado para ser usado em sistemas agroflorestais, além de compor o paisagismo de diferentes ambientes.

De plantio simples, está entre as culturas medicinais mais produzidas, segundo revelou pesquisa realizada por especialistas da Agência Paulista de Tecnologia para o Agronegócio(Apta), do polo regional da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp), com apoio da Federação de Amparo à Pesquisa (Fapesp).

Nativa do Brasil, a espinheira-santa tem origem incerta, embora o estado do Paraná seja apontado como o local onde provavelmente surgiram os primeiros exemplares. Ao contrário do que ocorreu até o fim da década de 90, período em que predominava o extrativismo da planta, o cultivo da espinheira passou a avançar nos últimos dez anos. Atualmente é encontrada sobretudo na região que vai de Minas Gerais ao Rio Grande do Sul.

Pertencente à família Celastraceae, a árvore ramificada desde a base pode atingir cinco metros de altura a partir da propagação por sementes, principalmente em área de clima tropical, com temperaturas que variam de 20ºC a 30ºC. Também chamada de espinho-de-deus, salva-vidas, sombra-de-touro, erva-cancerosa e espinheira-divina, a planta possui flores de coloração amarelo-esverdeada e frutos pequenos e vermelhos.

Chás feitos de suas folhas, preparados pelo processo de infusão, são indicados pela medicina popular para tratamento de úlceras gástricas e duodenais, entre outros problemas do aparelho digestivo, como gastrite, indigestão, azia e refluxo. Em problemas de pele, a planta tem efeito cicatrizante. Todas essas propriedades vêm sendo estudadas por pesquisadores em universidades do país, com comprovação científica para o combate de gastrite e úlcera gástrica já registrada na literatura.

MÃOS À OBRA
INÍCIO: A propagação é realizada por meio de sementes. Elas podem ser coletadas diretamente das áreas de plantio quando começar a queda espontânea das árvores, principalmente de dezembro a fevereiro. Uma alternativa mais prática é comprar mudas prontas em viveiristas.

PLANTIO: A densidade recomendada é de 4 mil plantas por hectare. Ela prefere solos argilosos, que devem ser drenados e contar com bastante matéria orgânica. Prepare um “berço” com adubação de plantio para receber as mudas entre a primavera e o verão, época das chuvas. O espaçamento indicado é de 1 metro na linha e 2,5 metros entre linhas.

ADUBAÇÃO: Na sementeira, use terra de mata e, no plantio, 5 quilos de composto orgânico, ou esterco de curral curtido, por cova. A opção é colocar 2,5 quilos de esterco de aves acrescido de 300 a 500 gramas de fosfato natural. Em todo início de primavera até o oitavo ano, faça adubação em cobertura de 3 quilos de composto orgânico ou esterco de curral curtido. Como alternativa, cada árvore pode receber 1,5 quilo de esterco de aves adicionado de 75 gramas de superfosfato simples e 50 gramas de cloreto de potássio. A partir do oitavo ano, use por árvore 5 quilos de esterco de curral curtido ou composto orgânico ou 2,5 de esterco de aves.

PRODUÇÃO: O crescimento da planta é lento e chega a levar de quatro a seis anos, após o transplante da muda, para atingir a primeira colheita, que deve ser feita no início da primavera e quando a planta atinge a partir de 50 centímetros. No ano seguinte, colha logo acima das ramificações formadas pela poda anterior. Como a planta necessita de dois anos para recuperar a quantidade de folhas de sua copa, o produtor pode podar, no primeiro ano, metade da copa e, no outro ano, a outra metade, obtendo colheitas anuais.

PREPARAÇÃO: Após a colheita, descartam-se as folhas manchadas ou danificadas. Em seguida, o material passa por secador a 40 ºC, separando os galhos das folhas, que são acondicionadas em sacos de polietileno rotulados com nome da planta, data da colheita, início e fim da secagem. As folhas devem ser armazenadas pelo menor tempo possível.

RAIO X
SOLO: os argilosos, porém, bem drenados e com alto teor de matéria orgânica
CLIMA: desenvolve-se melhor na faixa de 20 a 30 ºC
ÁREA MÍNIMA: de 1.000 a 2.000 metros quadrados para cultivo comercial
COLHEITA: de quatro a seis anos após o transplante da muda
CUSTO: R$ 3 a muda

*Maria Cláudia Silva Garcia Blanco é engenheira agrônoma da Divisão de Extensão Rural da Cati (Coordenadoria de Assistência Técnica Integral), SAA (Secretaria de Agricultura e Abastecimento), tel. (19) 3743-3810, claudia@cati.sp.gov.br

ONDE COMPRAR: secretarias de Agricultura dos estados informam viveiristas cadastrados; e o Núcleo de Produção de Mudas de Marília, da Cati, produz e vende mudas de espinheira-santa. Rua Andrade Neves, 81, Caixa Postal 252, CEP 17515-400, Marília, SP, tel. (14) 3433-4118, npm.marilia@cati.sp.gov.br

MAIS INFORMAÇÕES: Cirino Corrêa Junior, engenheiro agrônomo do Emater (Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural), tel. (41) 3250-2100, plamed@emater.pr.gov.br

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SETE-SANGRIAS

22/02/2020 17:03

Cuphea carthagenensis   (Jacq.) J.F.Macbr

Lythraceae 


SinonímiasBalsamona pinto Vand., Cuphea balsamona Cham. & Schltdl., Lythrum carthagenense Jacq., Cuphea pinto Koehne.

Nomes populares: Sete-sangrias, erva-de-sangue, pé-de-pinto, guanxuma-vermelha.

Origem ou Habitat: É nativa de toda a América do Sul e ocorre como planta ruderal de crescimento espontâneo em pastagens e terrenos baldios de todo o Brasil, sendo considerada indesejada pelos agropecuaristas.

Características botânicas: Cuphea carthagenensis é uma erva ereta, com até 0,6 m de altura, muito ramificada, setosa-pubescente, caule avermelhado, às vezes base lenhosa. Folhas 0,9-3,5 c, de comprimento e 0,4-1,6cm de largura, simples, opostas, elípticas a lanceoladas, ásperas, pecioladas, pubescentes. Flores com 2 bracteolas, dispostas nas axilas das folhas, cerca de 0,5 cm de comprimento, cálice gamossépalo, internamente piloso, pétalas violáceas ou rosadas, obovadas, presas no ápice do cálice, estames inclusos, inseridos mais ou menos na metade do cálice, ovário súpero. Semente alada.

Uso popular: Segundo as comunidades da Ilha de Santa Catarina as partes aéreas C. carthagenensis são empregadas na forma de decocto, internamente como depurativo do sangue, para ativação da circulação, em distúrbios do coração, para diminuir a taxa de colesterol e para diabetes.Outra espécie de sete-sangrias , a C. calophylla Cham.& schltdl. é utilizada nestas comunidades com as mesmas indicações.

Segundo a literatura as plantas do gênero Cuphea são consideradas na medicina popular como laxativas e anti-inflamatórias (SOEZIMA et al., 1992); febrífugas (HOEHNE, 1939; GONZÁLEZ et al., 1994); depurativas (HOEHNE, 1939; GRENAND et al., 1987). Na Guatemala, o decocto de Cuphea carthagenensis é utilizado no tratamento da gonorréia e no Brasil é usado como antimalárico. No México, o extrato aquoso das folhas frescas de Cuphea calophylla é utilizado como hipotensor e diurético. Cuphea glutinosa é considerada emenagoga e o decocto de Cuphea strigulosa é usado no Peru como antidiarréico e estomáquico (GONZÁLEZ et al., 1994), em irritação das vias respiratórias e insônia como indicação popular , e uso comprovado na prevenção de doenças cardiovasculares, diminuição do colesterol e e antioxidante (MARONI 2006 plantas botucatu);em doses mais concentradas o infuso é usado externamente para psoríase e outras dermatoses (FRANCO 2004 med. Dos simples).

Composição química: Estudos demonstraram que as partes aéreas de Cuphea carthagenensis contêm os ácidos graxos, ácido láurico e ácido mirístico, β-sitosterol, estigmasterol, β-amirina, ácidos betulínico e ursólico, além da nova substância cartagenol (GONZÁLEZ et al., 1994).

Efeitos adversos e/ou tóxicos: A literatura consultada não informa sobre efeitos adversos nas doses recomendadas. Doses altas podem causar diarréia (Terra ,água e chá 1995);não é indicado o uso em crianças ( LORENZI 2008 ) Uma pessoa que usou a Cuphea carthaginensis referiu ter tido reação alérgica (coceira pelo corpo, picaçada) e que, após três tentativas de uso com a mesma reação , atribuiu o fato ao uso da planta.(informação coletada por Simionato,C.).

Contra-indicações: Estudos em ratos não mostraram alterações na gestação, não significando que possa ser usada em humanos sem mais pesquisas. Também não é indicado seu uso em crianças.

Posologia e modo de uso: Infuso –uma colher de sobremesa da parte aérea em 1 xícara de água ,tomar até 3 xícaras ao dia

Xarope – preparar ao infuso 1 xícara média de açúcar, levar ao fogo até dissolver e tomar uma colher de sopa 3 vezes ao dia para tosse, respiração difícil e insônia (LORENZI 2008).

Observações: Várias espécies de Cuphea são denominadas popularmente “sete-sangrias”. Este nome foi dado pelo caboclo brasileiro por acreditar, ainda no tempo em que se usava fazer sangria nos doentes, que seu infuso valia por sete “sangrias”. O gênero Cuphea, com mais de 200 espécies, encontra-se distribuído em vários países, sendo no Brasil a sua maior representação (HOEHNE, 1939).

Existem no Brasil outras espécies deste gênero com características, propriedades e nomes populares semelhantes: Cuphea racemosa (L.f.)Spreng., Cuphea mesostemon Hoehne e Cuphea calophylla Cham&sch.

Referências: 

FRANCO, I. J.; FONTANA, V. L. Ervas e plantas: A medicina dos simples. 6.ed. Erechim: EDELBRA, 2001. 207 p.

HOEHNE, F. C. Plantas e substâncias vegetais tóxicas e medicinais. São Paulo: Departamento de Botânica do Estado, 1939. p. 206-209.

GONZÁLEZ, A. G.; VALENCIA, E.; BERMEJO BARRERA, J.; GRUPTA, M. P. Chemical components of Cuphea species. Carthagenol: a new triterpene from C. carthagenensis. Planta Med., [S.I.], v. 60, p. 592-593, 1994.

GRENAND, P.; MORETTI, C; JACQUEMIN, H. Pharmacopéas tradicionales en Guyane. Paris: Orstom, 1987

 

Erva-de-nossa-senhora

Nome científico: 
Aloysia gratissima (Gillies & Hook.) Tronc.
Família: 
Verbenaceae
Sinonímia científica: 
Aloysia chacoensis Moldenke
Partes usadas: 
Folhas, sumidades floridas.
Constituintes (princípios ativos, nutrientes, etc.): 
Óleo essencial (1,79%), ácidos graxos, fenóis, hidrocarbonetos, álcoois, cetonas, ésteres, hidrocarbonetos sesquiterpênicos, cineol, eucaliptol, vainilina e alcaloides .
Propriedade terapêutica: 
Estomáquica, balsâmica, anticancerosa, antigripal, antirreumática, béquica.
Indicação terapêutica: 
Gripe, resfriado, dor de cabeça, bronquite, pneumonia.

Nome em outros idiomas

  • Inglês: whitebrush, beebrush, aloysia
  • Espanhol: canelilla, orégano de johnson, hierba dulce, vara dulce, jazmincillo, jazminillo, huele de noche

Origem, distribuição
Estados sulinos do Brasil, norte do Uruguai e nordeste da Argentina.

Descrição
Planta perene, arbustiva (1,5 a 3,0 m), caule ereto longo e fino, de casca áspera acinzentada ou verde-oliva, com lenticelas visíveis. Ramos eretos deles partindo raminhos opostos e cruzados, longos, finos e folhosos.

Folhas simples, opostas, elíptico-lanceoladas, lanceoladas ou fusiformes, pecíolos curtos, bordos lisos até a metade do limbo e serrilhados até o ápice; peninérveas, base atenuada e ápice acuminado, verde-escuras na face ventral e grisáceas na dorsal. Muito aromática e de sabor amargo e canforado.

Flores pequenas, hermafroditas, zigomorfas, brancas, muito perfumadas. Cálice formado de 5 sépalas curtas e separadas. Pétalas unidas formando um funil mais ou menos estreito. Inflorescência em panículas. Florescimento de fins de agosto até fevereiro.

Frutos formados por 1 a 3 núculas unidas resultante dos 4 óvulos iniciais e abortamento de alguns deles.

Sementes representadas pelas núculas ou frutos acima citados. 

Ocorre em campos, beira de matos, moradias antigas (taperas), cercas antigas, hortas, pomares ou lavouras abandonadas, beira de caminhos e ferrovias, locais altos e pedregosos ou em mato junto com arbustos pioneiros.

Uso popular e medicinal

As folhas e ramos são usados para preparo de expectorantes. A principal descrição etnofarmaco-botânica relata a eficácia em infecções brônquicas, afecções pulmonares e ação antimicrobiana.

Devido as propriedades medicinais, esta espécie vem sendo muito difundida na medicina popular sul-americana e há um crescente interesse no estudo da propagação da planta, devido ao fato de que as populações naturais vêm diminuindo em consequência do desmatamento.

Cultivo
Propagação. Por sementes ou estacas, de preferência estaca de cruzeta pois há grande número de falhas com o uso de estaca simples. O índice de “pegas” é normalmente baixo.

Época de plantioOutono-inverno (estacas), outono e primavera (sementes). O poder germinativo é muito baixo e a germinação é lenta e desigual. Exige meia-sombra para o bom nascimento das sementes.

Clima. Subtropical a temperado brando. Vegeta em todo o estado. É planta resistente ao frio e ao calor. No inverno perde as folhas suportando frios intensos. No verão não morre com secas fortes, embora largue as folhas nesta circunstância. Floresce no outono e na primavera.

Solos. Não é exigente quanto ao solo, vegetando nos arenosos e pobres, bem como nos argilosos, humosos e pedregosos. Nos bons solos sua produção é sem dúvida maior. Quando nova exige meia-sombra, mas tolera locais ensolarados quando adulta. Prefere solos revirados e rico em matéria orgânica.

Tratos culturais. Capinas para manter as plantas livres de inços agressivos como a artemísia, tiririca e as gramas são-paulo e capim-gordura.

Pragas e doenças. As formigas cortadeiras prejudicam as plantas novas, impedindo o crescimento. Constatou-se também a incidência de uma lagarta grande e verde tipo “maranduvá”, voraz na devora das folhas. Ocasionalmente em condições desfavoráveis ocorre o surgimento de uma doença fúngica nas folhas que ocasiona uma desfolha intempestiva da planta. Em locais próximo a matos nativos as plantas infetam-se de líquenes e bromeliáceas que devem ser eliminadas.

Colheita. Para fins medicinais, as partes colhidas são as folhas e ramos verdes. Para fins aromáticos, as sumidades floridas. As folhas aparecem na primavera e as flores no outono. As coletas devem ser feitas após haver secado o orvalho e evitando as horas mais quentes ao redor do meio-dia, para evitar perdas de óleo essencial.

Rendimento. O rendimento em folhas e flores é baixo e variável. A secagem deve ser feita com muita atenção.

 Referências

  1. CASTRO, L. O.; CHEMALE, V. M. Plantas Medicinais, Aromáticas e Condimentares – Descrição e Cultivo. Livraria e Editora Agropecuária, Guaíba (RS). 1995.
  2. Revista Brasileira de Plantas Medicinais (2009): Produção de mudas de A. gratissima por meio da propagação sexuada e assexuada - Acesso em 3 de janeiro de 2016
  3. Imagem: FloraRS (Fotógrafa: Rosângela G. Rolin); Wikimedia Commons (Author: Juan Campá) - Acesso em 3 de janeiro de 2016
  4. The Plant List: Aloysia gratissima - Acesso em 3 de janeiro de 2016

GOOGLE IMAGES de Aloysia gratissima - Acesso em 3 de janeiro de 2016

 

 

sábado, 10 de abril de 2021

 

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Tal y como hemos hablado en artículos anteriores, el cabello fue una parte del cuerpo muy especial para antiguas civilizaciones como egipcios, griegos o romanos. Como no podía ser de otra manera, el pelo también tuvo reflejo en la mitología, siendo elemento característico de dioses y de otros personajes clásicos.

Un claro ejemplo es Venus, la diosa del amor y de la belleza, que lucía  un largo pelo rubio. Su bonita cabellera quedó reflejada en el cuadro “El nacimiento de Venus”, de Botticelli.

Otra mujer que también tenía un largo cabello es Psique, una princesa de una belleza tan extraordinaria que Afrodita estaba celosa de ella y que consiguió enamorar a Eros (Cupido), el dios del amor.

En la mitología, otra mujer de una gran hermosura que tenía un bonito y frondoso pelo es Pandora, la primera mujer de la tierra, a quien Hefesto, dios del fuego, moldeó a imagen y semejanza de las diosas inmortales.

También encontramos a Calipso, conocida como ‘la de las bellas trenzas’, que como cuyo nombre indica lucía unas largas trenzas y destacaba por su belleza y su armoniosa voz. Calipso fue  la ninfa que cuidó a Odiseo cuando éste llegó a la isla Ortiga y se enamoró de él.

Además de estos personajes mitológicos femeninos cuyos cabellos y belleza eran admirados y deseados por otras diosas, ninfas o mujeres, en la mitología encontramos historias en las que el pelo tiene un papel fundamental en el desarrollo de los sucesos. Por ejemplo, la de Medusa.

La historia explica que Medusa tenía una característica que la diferenciaba del resto de sus hermanas: era la única mortal y la más bella de todas. Tal era su belleza que deslumbró a Poseidón y éste la quiso seducir. Esto provocó la ira de Atenea, que castigó a Medusa convirtiéndola en un monstruo desalmado que petrificaba a cualquiera que la mirara a los ojos. Además, Afrodita, celosa por la hermosa cabellera de Medusa, no se conformó con este castigo y convirtió los cabellos de Medusa en serpientes.

Por otro lado también encontramos la historia de Sansón, que en este caso se trata de una historia bíblica. Cuenta la leyenda un día llegó un ángel y les dijo a los padres de Sansón que tendrían un hijo muy especial, que dios lo había escogido para gobernar Israel, y que tendría el don de la fuerza. Pero Sansón tenía un punto débil: su cabello. Cuando se lo cortaron, quedó debilitado y perdió lo que le hacía tan especial.

Como podemos ver, el cabello ha tenido un papel importante en las historias mitológicas y numerosas veces ha sido símbolo de belleza y poder.