quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

 Sobre   demiurgo

Prologo


Solo  estoy  repasando  este  artículo,  porque  me  resulto  interesante  otro  punto  de  vista  diferente.  He  escuchado  tanto  el  térmiono  demiurgo. Y  en  contextos  tan  diferentes y  en  situaciones  diferentes.  Que  me  senti obligada   a  buscar  una  definición  más  tradicional.


Demiurgo - Construtor(es) do(s) Universo(s)
A palavra Demiurgo significa “Construtor, Artífice” e é habitualmente referida, em termos cosmogónicos, relativamente ao surgimento e formação dos Universos. Foi usada por antigos e notáveis filósofos gregos, nomeadamente por Platão e, a partir daí, por diferentes escolas e autores, com maior ou menor propriedade. Visto que Platão expôs, na medida do possível, e sob os necessários véus, partes relevantes da Ciência Espiritual, é normal que, na exposição da Cosmogonia Oculta, se recorra por vezes a essa palavra.
Poder-se-á imediatamente pensar que “Demiurgo” designa, então, o Deus-Pai Criador de tudo quanto existe; porém, essa é uma formulação simplista e incorrecta, que não pode, sem mais, ser subscrita pela Sabedoria Esotérica. Há imensas questões e vertentes a ponderar. Certamente, não poderíamos (ainda que o soubéssemos) expô-las todas. No entanto, não vamos iludir algumas das principais.
A dor e a imperfeição do mundo
Toda a Humanidade é digna de compaixão; contudo, individualmente considerados, somos ainda, muitas vezes, mesquinhos. Grande parte dos seres humanos assemelham-se assim a bonecos de corda. A imagem pode parecer algo dura mas tenta ilustrar uma atitude muito vulgarizada: as pessoas surgem neste mundo, mexem-se muito, fazem e dizem muitas coisas (um considerável número das quais, talvez, completamente inúteis); entretanto, nunca se questionaram por que e para que estão aqui; que é isso que nelas palpita como vida, lhes permite movimentar-se, pensar, ter sentimentos; que sentido real e profundo deve ter as suas existências. Quando o fazem, em grande parte dos casos rapidamente se entregam nos braços de alguma crença mais ou menos simplista ou, quando mais pertinazes, tornam-se fanáticos desta ou daquela Igreja (ou de qualquer outro sucedâneo). É infelizmente raro o genuíno investigador, que busca incessantemente a verdade, que não tem medo de enfrentar as questões e ver o mundo tal qual ele é, que exige respostas profundas, firmes e consistentes.
Não obstante, e até por entendermos que os leitores da “Biosofia”, pelo tipo de temáticas em que mostram interesse, serão dados à reflexão, pensamos que não constitui nenhum exagero afirmar que, decerto, cada um de nós, ao menos uma vez na vida, experimentou a sensação de dor, de sofrimento, de vulnerabilidade ou de verdadeira tristeza. Isto sucede particularmente em momentos mais críticos, quando somos assaltados por uma doença, por um problema pessoal, pela morte (desencarne) de algum ente querido; também, quando observamos os horrores do mundo que nos cerca, especialmente no século que findou (e que também já se indiciam no recém-iniciado) , em que a humanidade vem realizando grandes conquistas científicas e tecnológicas mas em que, com isso, construiu meios de destruição autenticamente assombrosos, e em que, aqui e ali, se cometeram iniquidades que nos fazem quase desfalecer de horror ao delas tomarmos conhecimento; quando constatamos o oceano de dor e de loucura em que a humanidade em geral está imersa; quando, enfim, “apenas” sentimos aquela angústia, aquela insatisfação, aquele vazio fundamental que tantas vezes nos acompanha no dia a dia…
Nessas ocasiões, em alguma fase da nossa vida, seguramente nos teremos interrogado se não existe um Deus no “Céu” ou, se ele existe, por que permite que tais coisas possam acontecer no mundo.
O problema do mal
Mais ainda, aliás: quando vemos que não apenas a nós, humanos, nos toca a dor e a miséria, mas que o sofrimento pode ser tão cruento e brutal entre os animais, na sua luta pela sobrevivência e não só; quando vemos que até no reino vegetal há destruição; quando observamos que, na Natureza, há tentativas falhadas, insucessos ou mesmo (aparentes?) aberrações; quando constatamos que todo e qualquer ser que conheçamos é limitado e, portanto, imperfeito; quando, enfim, nos confrontamos com o problema do mal 1 - da existência evidente do mal no Universo -, verificamos como têm plena razão de ser as poéticas palavras do Buddha Gautama: “Não te iludas, Ananda, toda a existência está plena de dor. Assim, chora a criança desde que nasce.”. E acrescentava Ele, face a tudo o que tentámos aludir: “Se Deus permite tais coisas, não pode ser bom; ou então, não tem o poder de evitá-las, e não pode ser Deus”2.
De facto, se existe - se existisse - um Deus simultaneamente Absoluto, Criador, Todo-Poderoso e infinitamente Bom, como é que não quis ou não pôde fazer um mundo muito mais perfeito (aliás, infinitamente perfeito) e feliz (aliás, infinitamente feliz, bem-aventurado) do que este? 3.
Respostas incoerentes
A teologia das Igrejas Cristãs ufana-se - literalmente 4! - de ter uma resposta para esse problema. Sintetizando, a sua posição é esta: Deus é uma Pessoa - que é também três pessoas 5 - distinta do mundo, que criou do nada (concepção teísta), da mesma forma como cria as almas humanas (porque os animais, por exemplo, não teriam alma) cada vez que é concebido um corpo a que se vão associar. Deus criou o homem para ser feliz neste mundo, embora sempre numa limitada condição. Demoniacamente tentados a serem idênticos a Deus, para tanto comendo da Árvore do Conhecimento do bem e do mal, remotos antepassados nossos teriam cometido o pecado original, motivo pelo qual temos de sofrer - e muito! - neste mundo (assim interpreta o primeiro livro da Bíblia). Alguns milhões de anos depois, Deus enviou o seu Filho (que é Ele mesmo?!) para redimir (os que nâ?™Ele crerem) do pecado que assim entrou no mundo e para os “conduzir à vida eterna”.
Dificilmente alguma vez se concebeu uma ideia tão incoerente, disparatada e ofensiva do mínimo sentido de justiça e de lógica! Se não, vejamos:
1) Existindo um Deus pessoal, infinitamente justo, criador e governante moral do Universo, onde intervém sempre que e como lhe parece conveniente 6 - que é o que sustentam tais teologias -, de que modo podemos entender e aceitar que milhares e milhares de gerações de seres humanos, muitos e muitos milhares de milhões de homens e mulheres continuem a sofrer as consequências de um facto para o qual não contribuíram, visto não existirem no momento em que esse facto foi - por outros - praticado (lembremos que as Igrejas Cristãs não aceitam a ideia da preexistência das Almas, da Reencarnação e, basicamente, do Karma)? Alguém acharia justo que um juiz nos aplicasse uma pena de prisão e uma multa (com juros e correcção monetária, já agora.) por um delito cometido por um antepassado nosso que viveu há - mero exemplo - 100 000 anos atrás? Se tal acontecesse, qualquer cidadão no seu perfeito juízo sentiria a mais profunda revolta, indignação e sentimento de estar a ser alvo de uma injustiça colossal. Decerto, consideraria o juiz (ou, então, o legislador) iníquo, estúpido, monstruoso. Com grande probabilidade, haveriam manifestações de protesto, desacatos, violência. Como, então, admitir que o Legislador e Juiz divino, infinitamente justo e sábio, pudesse ter tal iniquidade, insensatez e monstruosidade? E como se poderia, ainda assim, dirigir-Se-lhe louvores (como os que, supostamente se fazem ou deveriam fazer a um tal Deus)?
Muitas vezes nos interrogámos como é que tais “explicações” podem ser concebidas e aceites, e só encontramos duas razões: o fanatismo retorcido e mal informado de alguns (os inventores de tal história) e a indiferença real do cidadão comum perante qualquer espiritualidade profunda, que de facto não leva a sério e que por isso não questiona - como o faria se estivessem em causa, por exemplo, valores monetários que o afectassem. Aí, e porque a questão lhe importaria, logo vislumbrava a imensidão da injustiça…
2) Se Deus é omnipotente e infinitamente bom e faz todas as criaturas como quer, por que concebeu um ser limitado como o ser humano, mesmo no seu estado original de graça? E por que cria seres, como os animais, condenados também ao sofrimento - e, segundo tal teologia, à extinção -,não obstante terem sensibilidade à dor, emoções, sentimentos e até inteligência?
3) A isto, acresce uma infinidade de questões, de que só suscitaremos algumas, e, ainda assim, limitando-nos a deixar as perguntas sem mais comentários: deveria o ser humano permanecer infantilmente sem discernimento próprio, sem ciência (do bem e do mal)? O original do livro do Génesis 7 fala em um Deus ou em os Elohim (uma pluralidade, uma hierarquia)? E por que, no mesmo livro, ora se fala nos Elohim ora em Jeová (e, ainda, no meio, em Elohim-Jeová) ? E a primeira palavra bíblica, ainda no Genesis, palavra essa que é Berasit ou Berasheth significa no princípio (no sentido de, no início, no começo) ou significa Sabedoria (na qual foram criados os Céus e a Terra, etc.)? E como poderia ser Deus infinito e absoluto, se fez surgir mundos e criaturas do nada, (o que quereria dizer) de algo que não Ele próprio? E, por qual explicável e aceitável razão - visto que a Humanidade tem já uma Idade tão longa - Deus não teria desencadeado imediatamente o Seu plano de salvação, e só há apenas dois milénios (depois de incontáveis outros terem decorrido), o Seu Filho veio à Terra (lembremos que os menos de 4000 anos de Judaísmo e os 2000 anos de Cristianismo são uma ínfima fracção da História da Humanidade)? Enfim, por que existem textos cosmogónicos e antropogenéticos muito mais antigos do que o Genesis e de que este é um simples resumo mais ou menos confuso?
O segundo Deus
O facto é que existe dor, limitação e falhanços no Universo. Por alguma boa razão, os gnósticos cristãos de há cerca de dois milénios atrás - infelizmente considerados como hereges pelo Cristianismo deturpado que depois triunfou - consideravam Jeová como demiurgo de um mundo inferior, imperfeito, recusando a sua identificação com o Pai Celestial referido por Jesus e, menos ainda, com o Absoluto. Pretendiam, esses gnósticos - como Simão, Marcion, Valentino, Basílides e, de algum modo, o próprio S. Paulo -, cortar a ligação com o Jeová ciumento e vingativo que aparece em tantas páginas do Antigo Testamento. (Alguns gnósticos referiam-se a Ilda-Baoth como o criador do nosso globo físico, i.e., a Terra, como se poder ver no Codex Nazareus - o Evangelho dos Nazarenos e Ebionitas, de que falámos no o 16 da Biosofia - e identificavam- no com Jeová. Ilda-Baoth é o “filho das Trevas”, num péssimo sentido. Para mais desenvolvimentos, cfr. “Ísis sem Véu” e“Glossário Teosófico”, de Helena Blavatsky). Por herético que este conceito hoje possa parecer, é difícil negar que ele encontra acolhimento no Evangelho segundo S. João. Lembremos partes do seu 1oCapítulo: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus… Ele estava no princípio junto de Deus… Ninguém jamais viu a Deus”. Ora, este Deus Supremo, que “ninguém jamais viu”, não pode ser o Jeová visto e descrito no Velho Testamento.
“Pronunciou Jesus, alguma vez, o nome de Jeová? Alguma vez pôs ele em confronto o seu Pai com esse Juiz severo e cruel; o seu Deus de misericórdia, amor e justiça, com o génio judeu da retaliação? Jamais! Desde o memorável dia em que pregou o seu Sermão da Montanha, um imensurável vazio se abriu entre o seu Deus e aquela outra divindade que fulminava os seus mandamentos de uma outra montanha - o Sinai” 8 9.
Em qualquer caso, sempre os filósofos mais ilustrados se recusaram a identificar o Demiurgo com a Divindade Suprema, tendo ficado célebre a denominação que lhe foi dada por Filon : o segundo Deus.
O problema do mal acima mencionado tem perturbado alguns dos mais notáveis pensadores - veja-se, por exemplo, a preocupação de Leibniz 10 em tentar demonstrar que Deus tudo fez da maneira mais desejável, não podendo ter feito melhor.
Ainda o referido problema acabou por conduzir mesmo alguns honestos buscadores da Verdade a uma posição de ateísmo (ou, pelo menos, de agnosticismo) .
A Ciência Oculta reconhece a incompatibilidade entre o facto de existir um Universo sublime e extraordinariamente ordenado, mas imperfeito, e a ideia de que tenha sido criado por um Deus Absoluto. Sustenta, aliás, que o Absoluto não poderia conceber nem criar (pelo menos, directamente) o relativo e condicionado e, menos ainda, algo de externo a si; a Criação a partir do nada, suporia acrescentar algo ao Absoluto, o que é insustentável. Não obstante, o Ocultismo não é agnóstico (é por isso que é Ciência) e tão pouco é ateísta - excepto no sentido de rejeitar as concepções antropomórficas do Divino.
Várias acepções de divino
O Esoterismo associa a ideia de Divindade a três níveis fundamentais, que indicamos em seguida, de forma sucinta:
I). Um Princípio Universal, Impessoal, Ilimitado, Inominado e Inefável, absoluto Ser e não-Ser (bem como Consciência absoluta, e absoluta Inconsciência de qualquer coisa limitada), porque o seu único atributo é Ele mesmo. É Causa incausada, infinita e eterna; a Realidade Una e Absoluta, anterior e transcendente a tudo o que é manifestado ou condicionado.
Estamos perante o Parabrahman (ou, ainda, o Brahman Supremo, o Brahman Indiviso ou o Brahmam Nirguna, i.e., sem atributos) dos vedantinos, o Ain Soph dos cabalistas, o Deus Supremo Ignoto dos antigos gregos, o Deus Imanifestado ou Transcendente de uma teosofia cristã. Em última instância, porém, o uso da palavra “Deus” (mais a mais, atendendo ao sentido que vulgarmente lhe é dado) é equívoca. Aquilo a que se alude aqui não é a O â??Deusâ?™ ou a um Deus mas sim ao Espaço Infinito e Ilimitado, de onde tudo desponta, o Grande “Contenedor”, o Arik-Anpin (o nome dado, neste sentido, ao Universo pelos cabalistas) - aquilo que Sempre é, foi e será, ainda que todos os mundos existentes desapareçam 11 12.
II) A 2a proposição da Doutrina Secreta 11 refere-se aos“Universos inumeráveis manifestando- se e desaparecendo… como o fluxo e o refluxo periódico das marés”.
Temos, deste modo, os LogoÃL;? Criadores que, emanando ou radiando da Realidade Una e Imanifesta, se tornam a Divindade Manifestada e Imanente de um Universo - desde o Ser Supremo do Cosmos total aos LogoÃL;? Solares ou, ainda, aos LogoÃL;? Planetários. Cada um destes Seres pode ser considerado o Deus, o Brahman Inferior ou o Brahman Saguna (i.e., com qualidades) ou Ishvara do Seu próprio Universo, do qual é o mais elevado Espírito. Cada um destes Seres é o Demiurgo na esfera do Seu próprio Cosmos.
Entretanto, a referência a o Logos ou Demiurgo é, também ela, uma simplificação. O Logos é o mais elevado Hierarca de um Sistema ou Cosmos 13, i.e., o vértice superior de uma Hierarquia, de uma Legião, de um vasto conjunto de Criadores.; o Demiurgo expressa uma colectividade abstracta de Construtores.
A “Doutrina Secreta”, diz Helena P. Blavatsky, “admite um Logos, ou um â??Criadorâ?™ colectivo do Universo; um Demiurgo, no mesmo sentido em que se fala de um â??Arquitectoâ ?™ como â??Criadorâ?™ de um edifício; muito embora o Arquitecto nunca houvesse tocado em uma pedra sequer, mas simplesmente elaborado o plano, deixando todo o trabalho manual ao cuidado dos operários. No nosso caso foi, o plano, traçado pela Ideação do Universo, e a obra de construção entregue às Legiões de Forças e Potestades inteligentes. Mas aquele Demiurgo não é uma Divindade pessoal, isto é, um Deus extra-cósmico imperfeito, e sim a colectividade dos Dhyân-Chohans e das demais forças”.
Esta era igualmente a concepção de Platão. Ao referir-se ao Demiurgo, não pensava ele em um ou o Deus (ainda que, por vezes, certas traduções e interpretações, incapazes de se apartar dos preconceitos culturais e religiosos de hoje, pareçam fazer supor que sim). Com efeito, “Há que sublinhar o carácter politeísta do conceito de divindade que Platão nos apresenta no Timeu: a divindade é participada por vários deuses, cada um dos quais tem uma função e domínio próprios, sendo o demiurgo tão só o seu chefe hierárquico”; “Não há aqui qualquer sinal de monoteísmo: na crença da divindade está a crença nos deuses: a divindade é participada igualmente por um número indefinido de entes divinos, dos quais os mais elevados têm nos astros os seus corpos visíveis (Leis, 899-a-b)” 14.
A distinção entre o Divino Imanifestado e o surgimento do Demiurgo no plano de transição do Imanifestado/ Imanifestado 15, justificam a sua já referida designação como “Segundo Deus”, que “é a Sabedoria do Deus Supremo” 16.
O Demiurgo forma o Cosmos do Caos. É o vórtice que actua na Substância Pré-Cósmica (na Raiz da Substância, ou Mulaprakriti, como a denominam os vedantinos) e que a activa, despertando- a para a existência Cósmica. O Eterno Pensamento Divino Absoluto, no Imanifestado, volve-se em Ideação Cósmica, com o Plano concreto para um Universo. A Mente Cósmica vem então à existência - passa da potência ao acto -, porque despertam os Ah-Hi 17, os Dhyan-Chohans 18, os deuses, as Potências Criadoras, os Filhos Radiantes da Aurora Manvantárica, as Estrelas que exsurgem das Trevas Primordiais e que passam a ser a substância e o continente dessa Mente Cósmica 19 ou Alma Universal 20 ou Sofia ou Ennoia-Ofis 21 ou Binah 22…
Damos novamente a palavra a Helena Blavatsky, em dois excertos da sua obra principal: “O Caos, segundo Platão e os pitagóricos, tornou-se a â??Alma do Mundoâ?™. O Â?Primogénitoâ?™ 23 da Divindade Suprema nasceu do Caos e da Luz Primordial, o Sol Central. Esse â??Primogénitoâ ?™ não era, contudo, senão o agregado da Legião dos Construtores, que as teogonias antigas chamavam de Antepassados, nascidos do Abismo ou Caos e do primeiro Ponto”; “As diferentes cosmogonias mostram que a Alma Universal era considerada por todas as nações arcaicas como a Mente do Demiurgo criador; e que era chamada a Mãe, Sofia ou a Sabedoria feminina, pelos gnósticos; Sephira pelos Judeus e Sarasvati ou Vâch pelos hindus -sendo também o Espírito Santo um princípio feminino.”
O Universo é construído de acordo com os modelos dos Eide ou Ideias a que se referia Platão, e das quais o Demiurgo - a colectividade de Inteligências Espirituais que o integram - se serve para ordenar a Substância e transformar o Caos em Cosmos. Assim, o Demiurgo é o agente das Leis Divinas que regem o Universo.
III) Cada um dos Dhyâni Chohans, Inteligências Divinas, Potências Criadoras - ou deuses, por outras palavras - que, como dissemos, integram colectivamente o Demiurgo, o Logos, o Verbo Criador do Pensamento Divino, colaborando na construção, sustentação e direcção de todo o Universo objectivo, de cada uma das suas formas, de cada um dos seus átomos. Assim, todas as Entidades, no seu próprio plano de raiz divina - como deuses -,integram uma das grandes Hierarquias Criadoras, em que as Mónadas Humanas, os Homens Divinos se incluem. O Universo existe (ou é) trans-temporalmente no Pensamento Divino mas vai-se executando num longo devir, através do concurso de todas as unidades de vida divinas (as realidades íntimas de todas as existências) que vão progredindo, em graus cada vez mais elevados, através da activação da sua inteligência criadora latente. E todos somos co-responsáveis em tornar o Universo mais perfeito.
Os Dhyâni-Chohans ou Hierarquias Criadoras são mencionados nas tradições mais ocidentais (e, sem muito rigor, chamadas “monoteístas”)como Filhos de Deus, Homem Primordiais, Elohim, Anjos (diferentes dos lamentáveis e abusivos tratamentos que lhes são dados em literatura recentemente muito vulgarizada) , Arcanjos, Tronos, Virtudes, Potestades, Dominações, Principados, Querubins, Serafins, Potências, Degraus, Anuphaim, Sete Espíritos diante do Trono, Anciãos, etc.
O Demiurgo e a Substância
O Ocultismo afirma a eternidade da Matéria, ou antes, da Substância, ou melhor ainda, do Espaço que é a sua matriz e essência supersensível. “A matéria é tão indestrutível e eterna como o próprio espírito imortal, mas (…) não como formas organizadas”(11). Reproduzimos aqui perguntas endereçadas a dois grandes Sábios e as respostas que estes deram: “Qual é a única coisa eterna no universo, independente de outras coisas? O Espaço. Que coisas são co-existentes com o espaço? (I) A duração. (II) A matéria. (III) O movimento, porque este é a vida imperecível (consciente ou inconsciente, conforme o caso) da matéria, mesmo durante o Pralaya 24″ 25. Deve salientar-se, pois, que, para o Ocultismo, não existe tal coisa como Matéria morta. A Vida Una e Omnipresente “… não só penetra mas é a essência de cada átomo da Matéria; e, portanto, ela não apenas tem correspondência com a Matéria mas possui também todas as suas propriedades…” 25. Como também já referimos inúmeras vezes, na concepção Esotérica, a Matéria não é apenas a Substância física que os nossos sentidos apreendem e que as ciências experimentais estudam, visto que existem níveis de substancialidade imensamente mais subtis, numa hierarquia septenária de Planos. Existe, por exemplo, substância ou matéria do Plano Mental… e de outros ainda mais elevados, habitualmente ditos Espirituais (em todos os Planos existem os dois pólos, Espírito e Matéria, interrelacionados, embora em diferentes condições e peso relativo). O que, afinal, a Ciência Oculta afirma é que nada é destituído de substância; que tudo tem, necessariamente, um substratum ontológico; e que o Ser, no nível primevo do Cosmos, é a Essência Una tanto do pólo Espírito, como do pólo Matéria.
Assim, o Demiurgo forma o Universo a partir de uma matéria prima já existente, porque eterna - a chamada criação ex nihil (a partir do nada) não faz sentido, porque nada pode ser nada, porque o nada não pode existir, excepto se dermos à palavra nada o sentido de “sem atributos”.Nos níveis inferiores da existência universal a matéria é mais densa, e as Ideias, de acordo com as quais os mundos são formados e evoluem, manifestam-se menos cristalinamente e também são menos elevadas e perfeitas as Potências Criadoras operantes. Como já referira Platão no“Timeu” (a sua principal obra cosmogónica), o Demiurgo não é omnipotente: produz o Cosmos tão bom “quanto possível” (30-b) e tem de conformar-se com os efeitos contrários da “necessidade” (47e-48a) - da necessidade da existência condicionada e da necessidade Kármica.
A importância da Cosmogénese Ocultista
Embora, haja quem possa entender árido e inútil abordar as questões mais subtis e profundas da Cosmogénese, a sua compreensão tem implicações incontornáveis nos paradigmas culturais, científicos, religiosos vigentes e que condicionam o mundo.
Por exemplo: a clara noção de uma Ser-dade (Be-Ness, na expressão de H. Blavatsky), como Princípio Absoluto, Incriado e Incriador (de qualquer coisa relativa) e, distintamente, do Logos ou Demiurgo, como “agregado colectivo de todas as inteligências espirituais criadoras” - mas não absolutas nem perfeitas, por isso que se manifestam no espaço e no tempo relativos , evoluindo para patamares cada vez mais amplos e elevados 26, permite encarar o já referido - e dramático - “problema do mal”; torna evidente a realidade da justiça no Universo, já que ele depende do querer colectivo de todos os Filhos do Divino; responde satisfatoria e plenamente à pergunta dos cientistas: “Se o Universo é obra de um Deus perfeito e Omnipotente, como é que a Natureza parece revelar tentativa e erro, ou seja, tentativas falhadas?” (V., exemplificativament e, “Cosmos”, de C. Sagan); põe termo às perguntas “Deus existe?”, “Crê em Deus ou não?” e“Se Deus criou tudo, quem é que criou Deus?”, porque a resposta seria evidente e as perguntas descabidas e sem sentido: O Ser (o Espaço no sentido mais radical e profundo) é eterno e necessário.
José Manuel Anacleto
Presidente do Centro Lusitano de Unificação Cultural
1 Seja o mal físico, metafísico ou moral.
2 O Senhor Buddha Siddharta Gautama referia-se aqui, naturalmente, a uma Divindade pessoal ou distinta do Universo, concepção que rejeitava. Porém, tinha TAT - O Absoluto Incognoscível em si mesmo - como pressuposto incontornável. O Budismo é às vezes considerado ateísta (somente) por recusar a existência de um Deus mais ou menos antropomórfico; e, nesse sentido, tal recusa é bem compreensível e louvável.
3 Parte do que aqui escrevemos havia por nós sido expresso na série de conferências que deu origem ao livro “Para um Mundo Melhor” (Centro Lusitano de Unificação Cultural, Lisboa, 1997).
4 A título meramente exemplificativo, cfr. “História da Filosofia” de Humberto Padovani e Luís Castagnola, obra com Nihil Obstat, Imprimi Potest e Imprimatur.
5 As três “Pessoas” da Santíssima Trindade. Confunde-nos muitíssimo a frase muito repetida, nas Igrejas Cristãs, que Deus é uma Pessoa. Uma Pessoa!!!…
6 Se intervém, se precisa de intervir, é (seria) porque a Ordem que dispôs não é perfeita…
7 O primeiro da Bíblia.
8 In “Ísis sem Véu”, de Helena Blavatsky (Ed. Pensamento, S. Paulo, 1990).
9 Nem a autora destas palavras nem nós deixamos, entretanto, de ter profundo respeito pelo conhecimento oculto - cabalístico - existente no seio do Judaísmo.
10 Cfr. “Discurso de Metafísica”. Leibniz (1646-1716) foi indiscutivelmente uma das maiores inteligências da moderna civilização ocidental. Como faz notar Helena Blavatsky, conciliando o seu sistema com o de Spinoza (e abstraindo dos eufemismos a que a ditadura ideológica da época os obrigava), têm-se muitas das noções fundamentais do Ocultismo.
11 Cfr. “A Doutrina Secreta”, de Helena P. Blavatsky (Ed. Pensamento, S. Paulo, 1973).
12 Tratámos também desta temática, mais amplamente do que neste artigo, no nosso livro “Transcendência e Imanência de Deus” (Centro Lusitano de Unificação Cultural, Lisboa, 2001).
13 No pequeno Cosmos que é o homem, o (seu) Logos é o 7oPrincípio (Atman; o Espírito, a Vontade Espiritual); Cfr. “Consciencia e Inmortalidad”, de Subba Row (Ed. Kier, Buenos Aires, 1994).
14 “História da Filosofia, Vol. I” de Nicola Abbagnano (Ed. Presença, Lisboa, 1976)
15 . Nível ou momento por vezes identificado com o 2o Logos. Cfr. “The Divine Plan”, de Geoffrey Barborka (Theosophical Publishing House, Adyar, 1964) e “Transactions of the Blavatsky Lodge” (The Theosophy Company, Los Angeles, 1987).
16 Filon, “Quoest, et Solut”.
17 Ah-Hi - Dragões da Sabedoria ; Dhyan-Cohans.
18 Dhyan-Chohans - “Senores da Luz” ou “Senhores da Meditação Profunda”. As Inteligências Divinas encarregues da construção e superintendência do Cosmos.
19 Mahat, em sânscrito.
20 Ou Anima Mundi.
21 Entre alguns Gnósticos, nomeadamente Basílides e os Ofitas.
22 Binah - Uma das Três Supremas da Árvore da Vida. Entendimento, Inteligência, Leis regentes do Universo. Chamada o Grande Mar e a Mãe Suprema ou Grande Mãe e equivalente a Sofia.
23 Quando São Paulo falava de Cristo como o “primogénito” referia-se ao Logos, ao Cristo Cósmico. Há uma analogia precisa entre o Macro e o Microcosmo. O Homem Espiritual vem a ser o Logos dos seus veículos. Lembremos outra frase de Paulo: “Cristo em nós, esperança de glória”.
24 Pralaya - um Período de noite ou repouso cósmico, total ou relativo. O contrário de Manvantara (período de actividade cósmica).
25 “Cartas dos Mahatmas para A. P. Sinnett” (Ed. Teosófica, Brasília, 2001)
26 Sobre esta questão, cfr. o que escrevemos nos o 10 -artigo “Ordem e Inteligência do Cosmos” - e 15 - artigo “A Matéria na Perspectiva do Ocultismo” - da Biosofia.
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sexta-feira, 20 de novembro de 2020

           Sol Sextil Luna


Tránsito texto General     Orbe   1° 35'  


El apoyo de amigos íntimos, de la familia, y de los hombres en su vida le darán confianza ahora. Este es un buen momento para arreglar y aliviar los problemas en su vida de hogar.

           Sol Conjunción Neptuno


Tránsito texto Kármico     Orbe   1° 34'  


SOL CONJUNCION NEPTUNO:
INTENSIDAD: 2
Un gran torrente de energía psíquica y espiritual embarga e impregna su ser, con lo cual ha de tener algunas precauciones para que este flujo intenso de vitalidad psíquica sea canalizado por cauces adecuados a su evolución espiritual.

De entrada, es especialmente importante que evite la soberbia espiritual, lo cual implica suficiencia o cierta inclinación al mesianismo, lo que significa ser un tanto presuntuosa o presumida con las verdades espirituales personales. Así, no piense que es usted maestra, una gurú o una iluminada, pues este síntoma es especialmente frecuente cuando se da este aspecto astrológico, ya que está usted captando una cierta cantidad de luz espiritual pero, como dice el refrán, "demasiada luz es perjudicial". Esto significa que cualquier flujo de energía psíquica del subconsciente hacia el consciente ha de ser digerido de forma lenta, serena y pausada, con lo cual la meditación, la oración y otro tipo de prácticas espirituales realizadas con moderación y disciplina pueden ayudarle a diferenciar, de entre las vibraciones astrales que usted está captando, cuáles son las verdaderamente elevadas y cuáles son pura y simple ilusión. A este respecto es muy conveniente que no caiga en excesos a la hora de dedicar tiempo, energías, ilusiones y esfuerzos a sus intereses, prácticas, creencias o aficiones espirituales, ya que esta conjunción puede inducirle a la exageración, lo cual podría ser un síntoma más de evasión que de espiritualidad en sí. ¿Cómo diferenciar certeramente la espiritualidad de la evasión?. A este respecto podemos aplicar la enseñanza y clave secreta de "por sus frutos los conoceréis". Así, analice y reflexione objetivamente qué beneficios reales está usted obteniendo de las creencias, vivencias o personas supuestamente espirituales con las cuales está conviviendo o experimentando. Pregúntese, por ejemplo, si su vida, su estado anímico o su situación personal mejoran al realizar tal o cual tipo de ejercicio, al participar en tal o cual grupo psíquico, o al leer determinados libros esotéricos.

Sea sincera consigo misma y verá que la inspiración interior no engaña, pues ella le dirá sin ningún tipo de dudas qué prácticas y experiencias le están impulsando en su sendero y cuáles le pueden estar frenando, aun cuando la apariencia externa de éstas fuera la contraria.

Es necesario descubrir al "maestro interno" pero, como todo sistema o paradigma, éste tampoco es absoluto. Es decir, acceder al maestro interno no es sólo cuestión de meditar o repetir varias veces un mantram, pues el ser interior, llamado también Espíritu Santo, es en su esencia fuego.

Así, el Fuego Renovador del Espíritu induce a la acción, la creatividad, la realización de los provectos y los ideales, y la sinceridad de propósitos, con lo cual no es suficiente sólo con rezar más, meditar más, pronunciar fórmulas o hacer posturas más o menos exóticas.

Este aspecto astrológico en ocasiones le generará ciertas dudas, temores o fobias internas que están saliendo a flote simplemente para que usted tome conciencia de ellas, las depure y las disuelva, en lo que podríamos llamar el proceso alquímico de la metamorfosis personal.

Si es usted hipersensible, en general es recomendable que cuide mucho el tipo de personas con las que se relaciona y con las cuales comparte sus experiencias espirituales ya que, como en todos los campos, en el terreno esotérico también existen embaucadores, defraudadores y corruptos. A este respecto no se deje llevar sólo por la apariencia o hábitos externos de tal o cual "iluminado" o personaje espiritual, pues de otra manera podría sufrir algún fuerte desengaño.

ANGULO KARMICO:
La conjunción por tránsito Neptuno/Sol significa la ebullición o efervescencia, así como su salida a la luz, de infinidad de impresiones subjetivas que han residido por largo tiempo en su subconsciente durante años anteriores de su vida actual, o inclusive en existencias pasadas. La toma de conciencia de estos recuerdos, a veces en forma de vagas impresiones, no siempre es fácil ya que es algo así como acelerar el pase de una película y tener que estar pendiente de infinidad de detalles a la vez.

Además, esta secuencia de imágenes psíquicas no necesariamente tiene que ser algo ordenado de manera lógica, con lo que necesitará momentos de meditación y de reflexión para serenar sus aguas internas y ver el fondo del arroyo de efluvios subconscientes. Este proceso no debe crearle inseguridad interna, lo cual a veces sucede porque está percibiendo imágenes que ni siquiera considera ligadas a su vida actual o a las experiencias que ha tenido recientemente. Se trata de dejar fluir ese manantial y de hacer que sus aguas sean creativas, con lo que cualquier actividad de carácter plástico, artístico o creador le servirá en gran medida para ordenar esas impresiones e interpretarlas correctamente.

           Saturno Sextil Júpiter


Tránsito texto Kármico     Orbe   0° 42'  


SATURNO SEXTIL JUPITER:
INTENSIDAD: 4
Este aspecto astrológico representa la síntesis y la armonía entre el idealismo y el realismo, que es lo que podríamos denominar como "idealismo realista", o "realismo idealista". Son dos términos que muchas personas consideran poco menos que imposibles de conciliar, lo cual implica un desconocimiento de las leyes naturales y del propio desarrollo de la historia del hombre. Muchos de los grandes logros de la humanidad han estado sustentados en un idealismo o en una llama viva que permanecía a lo lejos delante del investigador, del buscador o del gobernante.

Evidentemente, los obstáculos siempre son muchos antes de poder concretizar o materializar algo ideal, es decir, algo del mundo de las ideas, tal como decía Platón. Para Platón las ideas tienen su propio mundo, que es lo que denominamos el plano mental. Para este filósofo de la Grecia antigua la realidad nunca llega a ser tan perfecta como la idea que le corresponde, pero sí puede ser una aproximación valiosa a ese mundo ideal.

Usted ahora es proclive a desarrollar un escalonamiento seguro de sus objetivos y logros. Mantiene la vista hacia lo alto, mirando a la montaña a la cual quiere acceder, pero frecuentemente y con periodicidad desliza su vista hacia el suelo para saber exactamente dónde tiene que poner el siguiente paso. Es una actitud psicológica muy dinámica y madura, pues no se confía en ningún momento en la tan traída y llevada "suerte". Para usted la suerte es el producto del trabajo, y si después de llegar a la cima los demás le dicen que ha tenido suerte, solamente les responderá: "he trabajado, he aplicado mi mente con concentración en la tarea, y las leyes naturales me han apoyado..." Expansión sí, pero asegurando lo que se tiene. Este de alguna manera es su eslogan durante la fase actual, que para el filósofo afina con la enseñanza de "la cabeza en el cielo y los pies en la tierra". Esto es algo muy cierto, pues la propia estructura del cuerpo humano tiene una polaridad muy clara: en la cabeza reside el órgano director, el cerebro, mientras que los miembros son la extensión y las herramientas de proyección para lo que el cerebro quiere expresar. Por tanto, usar la materia requiere ejercitamiento, así como capacidad para aprender y salir dignamente de los fracasos y errores. Ahora está muy dispuesta a escuchar buenos consejos de otras personas con más experiencia que usted, y a estar pendiente de la enseñanza que puede estar transmitiendo una persona que habla por la radio o la televisión, o en un libro que está leyendo. Cualquiera de estos detalles es para usted un motivo de reflexión y de aprendizaje, pues sabe que escuchando acerca de las vivencias de otras personas, se enriquece.

Todo esto es una manera de darle un uso a la materia de acuerdo a sus principios morales. Sabe que manejar dinero, finanzas y responsabilidades no es sólo algo que da prestigio social, reconocimiento o satisfacción personal, sino que está siendo gestora de las fuerzas naturales de la abundancia. En realidad, se puede decir que la naturaleza en sí es tendiente por completo a generar abundancia, puesto que siempre se está revitalizando, regenerando y expandiendo a sí misma. Cuando el ser humano sintoniza psíquicamente y en la práctica con tales fuerzas de la abundancia puede observar, como usted ahora, que esas energías y potencias naturales se transmiten a través de sus manos, de sus palabras y de su trabajo cotidiano.

Sus ondas de pensamiento, llamadas también ondas telepáticas, son ahora predominantemente expansivas, confiadas y tranquilas en todo lo que se refiere al campo económico, laboral y social. Sus ondas telepáticas inconscientemente dan también confianza a las personas que se relacionan con usted, principalmente en asuntos de carácter económico y en lo relativo a la gestión de recursos materiales tanto propios como ajenos.

En usted ahora predominan los esquemas mentales de carácter realista. Le gusta sentir los logros del trabajo como un escalonamiento progresivo, y prefiere dar cada paso firmemente uno detrás del otro y teniendo suficiente tiempo como para realizar un circuito de retroalimentación, es decir, para poder rectificar con tiempo suficiente los posibles errores que se pudieran ir presentando. Así, si observa un día que se ha equivocado en algo, tenderá a replegarse momentáneamente, a consultar con algún consejero o persona de confianza, y a tomar una serie de nuevas conclusiones para, al día siguiente, dar el golpe de timón oportuno y encarrilar de nuevo la situación. A esto se le llama aprender de las experiencias sobre la marcha, según van viniendo, manteniendo con firmeza el esquema global pero permitiendo con flexibilidad que existan pequeños cambios de planes.

ANGULO KARMICO:
Desde el punto de vista de la astrología kármica o esotérica, un aspecto armónico por tránsito Saturno/Júpiter representa una excelente oportunidad para acercar bastante más la realidad de todos los días a los ideales que tiene en su vida. La clave para conseguir esto es, obviamente, la sabiduría, el sentido común, el discernimiento y la reflexión, tanto acerca de los detalles cotidianos como de los grandes acontecimientos. Es muy posible que durante el desarrollo de este aspecto astrológico por tránsito cimente una buena estructura material, especialmente debido a que está conjugando con mucho acierto las posibilidades reales con los naturales deseos de expandirse y de aumentar su nivel de vida; así, ni apretándose demasiado el cinturón ni tirando la casa por la ventana logrará, paso a paso, ganar mucho terreno.

Si profundizamos en la perspectiva kármica de este aspecto astrológico, nos encontraremos con que usted en una vida pasada ya desarrolló esta forma de conducir su vida, sus recursos materiales, sus negocios y su vida personal. Así, en una existencia anterior, se destacó por tener un gran respeto a las normas sociales, por desarrollar una alta escala de valores en relación con su trabajo, y por relacionarse con personas de muy buena respetabilidad social. Su filosofía acerca de la vida no estaba extremada ni hacia el lado del materialismo ni hacia el polo del subjetivismo; más bien, al contrario, con sus actos y su manera de pensar conciliaba de forma habitual la imprescindible necesidad de mejora económica con el interés por desarrollarse desde el punto de vista humano.

Como consecuencia de esta trayectoria pasada, las decisiones, actuaciones y asociaciones que pueda realizar durante el período de tiempo que dura este aspecto por tránsito vendrán marcadas por la citada tónica.


Otros textos: Potenciales   Coloquial   General   



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           Sol Conjunción Júpiter


Tránsito texto Kármico     Orbe   1° 55'  


SOL CONJUNCION JUPITER
INTENSIDAD: 2
Está usted aprendiendo a resolver el dilema entre generosidad y derroche, y entre expansión y "tirar la casa por la ventana". Sus energías vitales están rebosantes pero está corriendo el riesgo de que éstas no sean reinvertidas, es decir, que éstas no vuelvan sobre el propio ser para completar el ciclo y permitir que usted de nuevo se recargue de fuerza vital. Quizás ahora le está preocupando demasiado la apariencia externa y su ego personal le esté requiriendo demasiadas cosas: triunfar, destacar, ser el centro y, a la vez, mantener un ritmo de vida algo excesivo en cuanto a gastos y diversiones.

Por todo ello, es conveniente que realice una meditación en aquello de "nada se crea, nada se destruye y todo se transforma".

Dicho de otra manera, es necesario que aprenda a valorar sus propias energías personales y a no considerarlas inagotables, ya que de otra forma se podría ver comprometida en situaciones o responsabilidades a las cuales se ha lanzado de una manera un tanto inconsciente. Esto es lo que podríamos denominar como sobreconfianza.

No olvide aquello de que "no es oro todo lo que reluce", para que así no se deje engañar por el brillo del éxito, la aparente victoria o una subida de peldaño social. Es conveniente que con cada nuevo ascenso económico, de fama, de brillo social o de poder se produzca internamente en el ser humano un reequilibrio interior, buscando la tranquilidad, la serenidad y la moderación para balancear ese nuevo nivel de experiencias que se ha producido externamente.

No solamente es suficiente el entusiasmo para realizar un ascenso calmado, seguro y sin peligros, pues en un momento dado la prepotencia o la autosuficiencia pueden conducirle a sobreestimar sus propias fuerzas y posibilidades.

Pero, obviamente, tampoco es momento para amedrentarse o caer en un exceso de conservadurismo sino, más bien, todo lo contrario.

Es ésta una fase adecuada para fortalecer su imagen social, su respetabilidad en el medio ambiente en el cual se desenvuelve y sus dotes de liderazgo y organización.

ANGULO KARMICO:
La conjunción por tránsito Júpiter/Sol es algo así como la llegada a una gran biblioteca con miles de tomos provenientes de la antigüedad clásica y esotérica, así como la posterior lectura de claves importantes, sabias sentencias y buenos consejos proporcionados por personas destacadas de la antigüedad. Este aspecto astrológico desde el enfoque kármico está representando la activación en usted misma de los elementos de sabiduría que ha estado recopilando a lo largo de muchos años, e inclusive de varias vidas.

Su mente y su conciencia por ello van a ser ahora capaces de abarcar sintéticamente más de lo que había sospechado, dando lugar a ideas, proyectos y decisiones bien organizados y orientados. Júpiter es el buen consejero y el Sol es la individualidad, por lo que si no se deja llevar por falsos optimismos o por la impaciencia, es muy probable que ahora pueda perfilar o incluso iniciar proyectos que luego habrá de desarrollar a lo largo de los próximos años.

Evite las recetas facilonas y los caminos demasiado cortos, y tampoco olvide que para definir y plasmar un plan importante es necesario tener la cabeza relajada y serena. Si toma consejo de alguien, compárelo con el consejo que le da su sabiduría interior, tratando de armonizar ambos, pues tanto podría serle perjudicial la autosuficiencia como el pretender que los demás le apoyen totalmente antes de comenzar algo.

           Venus Cuadratura Luna


Tránsito texto Sentimental     Orbe   1° 29'  


VENUS CUADRATURA LUNA
INTENSIDAD: 1
Durante los días en que este aspecto astrológico tiene vigencia es probable que sus estados psicoafectivos tengan fluctuaciones desde el polo de la alegría un tanto superficial, hacia el extremo de la melancolía y la sensación de aislamiento. En realidad, son las dos caras de una moneda que no es capaz de rodar derecha sobre su canto, sino que va ladeándose continuamente de un extremo a otro mientras realiza su recorrido.

Es preferible que se tome algunos momentos de reflexión personal, meditando acerca de sus experiencias sentimentales o amorosas más recientes, antes que responder o actuar sin reflexión previa. Por tanto, ahora precisa profundizar y enraizarse en sus verdaderas bases psíquicas, evitando a toda costa el manifestar sus sentimientos hacia afuera sin haberlos trabajado lo suficiente desde dentro.

Si está usted susceptible o afectada por la reacción que tuvo un familiar, un amigo, un ser querido o incluso su pareja, controle sobre todo la imaginación, pues de otra manera corre el riesgo de que un pequeño acontecimiento crezca como la espuma. No evada las situaciones o personas que le generen susceptibilidad, sino simplemente medite acerca del verdadero significado que esa experiencia tiene, y sobre cuál debe ser su propia respuesta personal. Tampoco calle por callar, pues si habiendo reflexionado considera que ese ser querido ha incurrido en algún error, es conveniente que se lo plantee con suavidad, con objetividad y sin caer en personalismos.

No se vaya del jolgorio a la melancolía con tanta facilidad, pues no se trata ni de vivir en un cuento de hadas ni tampoco en un valle de lágrimas. Sepa equilibrar sus responsabilidades familiares con la necesidad de recrearse, divertirse y salir a despejarse un rato. Si mantiene usted ahora una relación amorosa, procure que ésta sea lo más armónica posible con su familia, para evitar pequeños roces o susceptibilidades en el futuro.


          Venus Cuadratura Luna

Tránsito texto General     Orbe   1° 29'  



El anhelo de dulzura y confort en la forma de amor, afecto o comida es fuerte ahora. Este es un buen momento para mimarse a sí misma y también para pasar un rato con la gente que más aprecia y ama. Además, usted se siente bastante tierna y suave, y puede hacer algo "maternal" por impulso (como por ejemplo llevar a su casa un gatito perdido, ofrecerse para cuidar niños, comprar un regalo para su familia, etc.).          Venus cuadratura Luna


Tránsito texto Potenciales     Orbe   1° 29'  


Necesidad de dar mimos y cariño, por ninguna otra razón especial, sino porque es lo que más le apetece. Puede que le resulte difícil no caer en la tentación de regalarse cosas, comprarse dulces o ir de tiendas. Es el momento ideal para pedir cita para un masaje, o para ir a la peluquería, o irse a dar una vuelta con sus hijos o su mejor amigo. Sin embargo, trate de no pedirles o exigirles demasiado.